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Imagens perfeitas no
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Papéis

- Informações Técnicas -
Qual papel devo escolher?
 
As principais marcas são Hahnemühle, Canson, Awagami ILFORD.
 
A grande variedade de papéis pode assustar no começo, mas assim que começamos a ter contato com esse universo, aos poucos, as dúvidas vão se dissipando.

 

Cada fabricante possui uma grande variedade de opções para os mais variados tipos de ilustrações, desde papéis lisos ou com textura, foscos/matte, passando pelos semi-brilhantes/semi-gloss até os brilhantes/glossy.

 

A Hahnemühle, por exemplo, possui duas linhas (papéis artísticos e papéis fine art), ambas apresentam grande qualidade e beleza, mas existem diferenças que determinam os usos de cada uma.
Os papéis artísticos são aqueles utilizados para trabalhos com aquarela, grafite, carvão, crayon, etc.
Todos os papéis Hahnemühle são fabricados com matéria-prima selecionada a base de algodão ou alfacelulose, isentos de lignina, livres de ácido, ph neutro, resistentes à luz e de longa durabilidade. Sem uso de gelatina ou outros derivados animais. Fabricados com água pura, sem necessidade de tratamento químico e naturalmente resistentes contra fungos e bactérias.

 

Os papéis fine art também são fabricados com os mesmos cuidados, mas além disso, para a impressão jato de tinta, precisam de um revestimento especial (coating) para que 1) a tinta seja recebida de maneira regular na superfície do papel; 2) para dar uniformidade ao preencher irregularidades e 3) proteção contra água. Os diferentes tipos de revestimentos determinarão ainda as características do acabamento do papel: fosco, semi-brilho ou brilhante.
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Nos dois casos temos opções de papéis lisos ou com textura. Entre os fine art ainda contamos com o canvas (tecido), que também pode ter acabamento fosco, semi-brilho ou brilhante. A escolha do papel é bastante pessoal e cada trabalho pode, ele mesmo, demandar um determinado tipo de suporte. Procure ver os papéis “ao vivo” para conhecer suas características e peculiaridades.
 
Emoldurada e manuseada adequadamente, a impressão fine art pode alcançar longevidade de mais de 250 anos.
 
Porém, falar da durabilidade das impressões fine art em Megalux-hora é a maneira mais técnica de avaliar a resistência ao desbotamento pela luz. Além do tempo, a quantidade de luz recebida é determinante para o tamanho da vida útil da impressão. Existem critérios de classificação da durabilidade à luz. Eles se chamam Conservation Display Ratings ou CDR e informam os limites de Megalux-hora que uma impressão pode suportar e ainda permanecer em excelentes condições, ou seja, onde se observa “pouco ou nenhum desbotamento perceptível”. 

As classificações de exposição de conservação mais rigorosas são importantes para servir como orientação especializada para colecionadores, curadores, conservadores e artistas que buscam garantir os mais altos padrões de manuseio, armazenamento e exibição de obras de arte sob seus cuidados, para que a intenção original do artista seja preservada.
 
Se você estiver interessado em conhecer estas tabelas, acesse: Aardenburg - Imaging  

 

Qualquer dúvida que tenha, será um prazer ajudar.
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Tipos de Papel

Fine Art  

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Principais Fabricantes

 

Características, Compatibilidade

e Notas

No site Freestylephoto existe uma tabela com vários fabricantes e tipos de papéis, suas características, compatibilidade com o tipo de tinta (corante ou pigmento) e a nota que eles dão para cada um, vale a pena conhecer um pouco desse universo.

 

Para sabemos as recomendações e critérios que produzem uma obra duradoura, existem alguns testes que simulam anos de exposição à luz e o esmaecimento da imagem no papel podem estipular a longevidade da imagem impressa.
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Pesquisas e Testes

Aardenburg Imaging and Archives é uma organização sem fins lucrativos que realiza pesquisas e testes relacionados à imagem e impressão. Você pode fazer seu cadastro gratuito e ter acesso os relatórios e demais materiais. São bem técnicos, mas abrangem vários modelos de impressoras e os mais variados tipos de papéis.
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Conceitos

 

Ao pesquisar no Google a expressão “fineart”, surgem por volta de 18 milhões de resultados e, no mínimo, 11 definições diferentes, além de um imenso debate sobre qual delas está correta. 

Para seguir em frente, é preciso fazer algumas presunções e assumir algumas definições mesmo que elas não sejam unanimidade. A arte e seus significados sempre seguiram caminhos nebulosos, com diversas divisões e categorias. Uma dessas divisões é a que separa artes aplicadas (applied arts) de belas artes (fine arts): simplificando muito, as primeiras seriam a produção de objetos esteticamente agradáveis e criativos, porém de uso prático, cotidiano e funcional, enquanto as belas artes seriam as atividades que tem como objetivo a produção de itens destinados ao estímulo intelectual.
 
A divisão nem sempre é tão clara, porque arquitetura é considerada uma das belas artes, enquanto engenharia seria arte (ou habilidade) aplicada – e ambas estão envolvidas na construção de uma edificação, por exemplo.

Por outro lado, ofícios como fotografia ou impressão (que depois de Gutenberg passou a ter também propósitos mais utilitários do que a produção de gravuras) sempre tiveram um pé aqui e outro acolá, precisando recorrer a prefixos para definir sua utilização; termos como “impressão comercial” e “impressão fineart” mostram qual é a utilidade dessa impressão e qual o grau de cuidado e habilidade investidos em sua elaboração.

Na expressão “impressão fineart”, a habilidade e nobreza (o “fine” da questão, herança dos tempos em que a arte não separava o belo do habilidoso) está ligado ao processo da impressão, não ao que está sendo impresso. Apesar disso, o que exatamente será impresso tem um peso enorme na definição da utilidade do objeto final, o que faz com que essa divisão entre “fineart” e “comercial” seja de certa forma tola se voltarmos às definições originais de belas artes e artes aplicadas; mas a expressão pegou, e tem lá sua utilidade.
Ilustrações são produzidas para as mais diversas finalidades: algumas são efêmeras por natureza e residem em mídias difíceis de controlar em termos de cor e qualidade de reprodução, como as ilustrações para revistas ou mesmo para sites na internet; outras são feitas para durar o máximo de tempo possível e cumprem elevados requisitos de cor, detalhamento e qualidade – são objetos de colecionismo, valiosos financeira ou emocionalmente.

Fineart printers são habilidosos impressores, especializados em uma ou mais tecnologias nobres de reprodução de imagens – empregam materiais de alta qualidade e complexos processos para assegurar impressões de alta durabilidade e fidelidade. 

Exemplos interessantes da era analógica são o famoso estúdio inglês 31 Studio, especializado em impressões de platina e paládio, e responsável por prints maravilhosos da série Genesis, do fotógrafo Sebastião Salgado, o autor e impressor Ctein, extremamente hábil nos processos de transferência de pigmento e Cibachrome (hoje Ilfochrome) usados na impressão de cromos, o legendário Atelier Fresson, criador de sua própria tecnologia de impressão em pigmentos de carbono e o laboratorista brasileiro Silvio Pinhatti, especializado em ampliações PB em papel fotográfico e gelatina de prata.

Mas, e na era digital? Há processos de impressão nobres para imprimir arquivos digitais diretamente, sem a necessidade da produção de um negativo?

Sim. A impressão jato de tinta – aquela mesma, da impressora do seu escritório – evoluiu bastante, a ponto de se tornar um processo com alta qualidade e durabilidade; não é toda impressora jato de tinta que faz isso, apenas modelos projetados para a tarefa, e alimentados com tintas específicas e papéis nobres. Mas o resultado impressiona e produz impressões que podem sobreviver a mais de um século, se adequadamente manuseadas.

Alguns chamam esse nobre sistema de jato de tinta de “impressão fineart” por si só, enquanto outros usam o termo “giclée” (que significa “spray” em francês, então seria um equivalente ao termo “inkjet”) para distinguir o processo digital das impressões fineart analógicas.  E no que essas máquinas diferem da boa e velha multifuncional que tenho em cima da minha mesa? Embora haja impressoras giclée (mesmo o termo não sendo universal, vou adotá-lo aqui na matéria para que o texto tenha maior clareza) em formato A4 convencional, a maioria imprime em formatos maiores mesmo; as maiores chegam a mais de um metro de boca e imprimem em rolos de papel, o que possibilitaria imensas panorâmicas de 3×1 metros, por exemplo. Mesmo imprimindo em superfícies maiores, a capacidade de reproduzir detalhe permanece inalterada,o que torna o processo muito vantajoso na criação de grandes impressões.
Impressoras

A reprodução de cores é um capítulo à parte: enquanto nossas impressoras usam apenas quatro cores (ciano, magenta, amarelo e preto), impressoras giclée utilizam uma variedade muito maior. A HP Designjet Z3200 – outros fabricantes de impressoras atuantes nesse ramo são Epson e Canon – usa 12 tipos diferentes de tinta, incluindo dois tipos de preto e uma espécie de verniz. O resultado é que as impressões podem alcançar cores impossíveis de se obter em outros tipos de impressão digital. As cores também são altamente duráveis, pelo fato das tintas serem baseadas em pigmentos, não em corantes. Pigmentos minerais são colorantes muito mais estáveis quimicamente, e resistentes à ação do tempo, embora sejam muito mais caros e exijam maior cuidado na utilização do que os corantes. Tintas usadas em giclée obedecem a rigorosos controles de consistência,tonalidade e durabilidade, o que faz com que um lote de tinta seja sempre muito próximo a outro.

E, por último, mas não menos importante, o papel: papéis usados nesse tipo de impressão precisam atender a diversas exigências de consistência (um lote deve se comportar da mesma maneira que outro), durabilidade (deve ser muito estável quimicamente e não degradar-se ou amarelar facilmente) e composição (para receber a tinta sempre do mesmo jeito, mantendo um padrão de cores e contraste).
Então, nada mais natural do que a produção desses papéis ser especialidade de quem já produzia bons papéis para artes antes da era digital. Fabricantes tradicionais como Canson, Hahnemuehle, Harman e Somerset produzem a maior parte dos papéis fineart do mercado, e, frequentemente, são eles que aferem a estrutura dos ateliers que produzem impressões em giclée, conferindo certificações àqueles que atendem às suas especificações de manuseio.
 
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Colecionismo

 

O colecionismo fine art pode ser uma ótima opção para colecionadores.
 
Colecionar é uma atividade que aprimora nossa capacidade de selecionar, organizar, reconhecer padrões e desvios, nos traz satisfação e boas lembranças na medida em que uma coleção nos transporta para lugares muitos caros na memória. 

Como nos explica o neurocientista, psicólogo e colecionador Daniel Krawczyk, em seu TED sobre coleções, “o cérebro humano é programado para colecionar coisas”.
 
Já Maria Isabel R. Lenzi [1] nos informa que:
“Colecionar é uma atividade universalmente difundida. Krzysztof Pomian define coleção como um conjunto de objetos mantidos fora do circuito econômico e guardados sob uma proteção especial, muitas vezes exposto ao olhar público. Lembra também que algumas peças de coleção são fonte de prazer estético, outras permitem a aquisição de conhecimentos e que o fato de possuir uma coleção confere prestígio, pois testemunha o gosto, o refinamento intelectual, ou mesmo a riqueza ou generosidade do colecionador.
É a hierarquia social que conduz inevitavelmente ao aparecimento das coleções”.

Quando o assunto é coleção de arte logo imaginamos as grandes coleções de museus, galerias e demais instituições. Mas a verdade é que não precisamos morar nas grandes coleções. Podemos criar a nossa própria galeria no conforto do nosso lar e para isso a fine art é uma excelente escolha.

Obviamente não podemos deixar de lado o aspecto financeiro de uma coleção, ela é um investimento sim. Mas também não podemos nos esquecer das facetas sociais das obras de arte. Elas movimentam todo um ecossistema formado por instituições, artistas, ateliês, estúdios, escolas, estudantes, professores, trabalhadoras/es em geral e ações sociais. Muitas vidas são impactadas pela produção de obras.
 
A convivência e a própria existência desses lugares e atividades interferem diretamente na sociedade.
A memória é essencial para um povo e a arte é uma das principais maneiras de se preservar essa memória.

Talvez o que hoje chamamos de arte tenha surgido com um caráter muito mais utilitário, muito mais voltado para a nossa necessidade de registrar nossos aprendizados e garantir a sobrevivência da nossa espécie.
 
As técnicas e usos evoluíram, mas a sua importância, ainda que de pronto não seja percebida, continua mais forte do que nunca. Ainda aprendemos muito com as imagens e, atualmente, mais do que nunca somos cercados por elas.
 
Se olhar para uma obra na parede ainda nos provoca admiração é porque jamais nos esquecemos, bem lá no fundo de nossas células, que as imagens foram a nossa salvação e ainda são.

 

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Quanto custa uma impressão Fine Art?

A impressão Fine Art não é um processo barato, especialmente no Brasil.
 
O grau de exigência no manuseio, controle de cor e os altos valores de equipamentos e insumos acabam refletindo no custo do produto final.

O valor da impressão Fine Art cobrado também é proporcional à habilidade e reputação do impressor; embora impressão giclée não seja nem de longe um processo artesanal e complexo como suas contrapartidas analógicas, ainda assim exige um impressor habilidoso e perfeccionista – a impressão digital não é tão simples como parece, e preservar as características originais da imagem em um print de alta qualidade pode ser uma tarefa desafiadora.

Mas nem só da impressão se faz o produto: mesmo para o autor, se faz necessário um certo período de adaptação para assimilar o processo. Uma exigência técnica maior, um certo traquejo com gerenciamento de cores e softwares de tratamento de imagem, uma boa pesquisa de materiais – as opções de papéis são imensas, e cada uma tem um branco específico, uma determinada textura e reproduz contraste e cor de maneira diferente.

Os valores do papel dependem da área impressa, da quantidade de papel envolvida e da variedade utilizada – as diferenças de preço podem ser gritantes entre papéis de um mesmo fabricante.

 

A quantidade de impressões da mesma arte (séries numeradas ou não), a certificação e a assinatura feita a mão feita pelo autor também são fatores de peso na composição do preço.

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Referências Bibliográficas e Fontes

 

[LENZI, Maria Isabel R. Coleção Gilberto Ferrez. In: CAVALCANTI, Ana; OLIVEIRA, Emerson Dionisio de; COUTO, Maria de Fátima Morethy; NETO, Maria João; MALTA, Marize (orgs.). Anais eletrônicos do II Encontro do Grupo MODOS/ II Colóquio Internacional Coleções de Arte em Portugal e Brasil: Histórias da arte em coleções – comunicações. Rio de Janeiro: EBA-UFRJ, 2016, p.20-31. Disponível em: http://www.eba.ufrj.br/index.php/2012-05-25-09-39-48/edicoes-eba
http://finephoto.com.br
http://gravuracontemporanea.com.br
https://fineartprints.com.br/
https://instaarts.com/
https://www.lotusfineart.com.br
https://www.dinashop.com.br/papel-fineart.html
https://www.portalfineart.com.br/
https://www.molducenter.com.br/

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